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Leituras de setor

K12 Brasil: o crescimento que não chegou

A educação básica privada cresceu 316 mil matrículas em dez anos. As escolas com fins lucrativos ficaram com apenas 6 mil delas — 2% do crescimento — e abriram 1.544 unidades novas.

Por Pedro Seidenthal | 26 de agosto de 2026

← ArtigosLeituras de setor5 min de leitura

Nos últimos dez anos, muito empresário tomou a mesma decisão: abrir mais uma unidade.

A educação básica privada brasileira cresceu 316 mil matrículas nesse período.

Só que esse crescimento não chegou às escolas com fins lucrativos. Três de cada cinco alunos de escolas privadas estudam nelas, e elas ficaram com apenas 6 mil das 316 mil matrículas novas (2% do crescimento). Ganharam menos alunos que as cooperativas, que são menos de 1% do mercado.

Foram 1.544 unidades novas abertas no segmento com fins lucrativos. As demais categorias privadas abriram praticamente o mesmo número, 1.451, e aí os caminhos se separam: elas preencheram o que abriram e cresceram 11%, enquanto as com fins lucrativos terminaram a década com o mesmo alunado e viram a média cair de 206 para 194 alunos por escola. Escola é negócio de custo fixo. O professor, o aluguel, a coordenação e a secretaria não diminuem porque a turma veio com três alunos a menos, e cada aluno que falta sai inteiro da margem.

A diferença aparece também dentro da sala: nas quatro etapas de ensino, a turma das escolas com fins lucrativos tem menos alunos que a das demais.

A conta apareceu no fechamento. Entre as escolas pequenas que operavam em 2015, quase quatro em cada dez com fins lucrativos pararam de operar até 2025. Entre as pequenas das demais categorias, pouco mais de duas.

A perda se concentrou nas duas pontas do ciclo: na educação infantil, que é onde a família escolhe escola pela primeira vez, e no ensino médio, que é o segmento de maior mensalidade.

Do outro lado, a escola de grupo consolidador tem 597 alunos, três vezes a média da categoria. E a única faixa de escolas que encolheu foi a daquelas cujo comando não se renovou em dez anos.

Nada disso aponta um caminho único. Crescer, reposicionar, buscar um sócio, adquirir, vender ou seguir independente são alternativas legítimas. O que encurta com o tempo é a lista.

Planejamento antecipado preserva alternativas.

É por isso que a JK Capital vem assessorando cada vez mais empresários de educação em movimentos societários.

Os dados completos estão no carrossel. Censo Escolar/Inep e Receita Federal, 2015 a 2025. Elaboração JK Capital.

K12 Brasil: o crescimento que não chegou

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Capa: a educação básica privada ganhou 316 mil matrículas em dez anos; as escolas com fins lucrativos ficaram com 6 mil, ou 2,0% desse crescimento.
Censo Escolar/Inep e Receita Federal, 2015 a 2025. Elaboração JK Capital. Extração do Painel K12 em 31 de julho de 2026.Baixar o carrossel (PDF)
Descrição das lâminas
  1. 01. Capa: a educação básica privada ganhou 316 mil matrículas em dez anos; as escolas com fins lucrativos ficaram com 6 mil, ou 2,0% desse crescimento.
  2. 02. Tamanho de cada modelo em 2025: com fins lucrativos, 26.500 escolas e 5,15 milhões de matrículas (194 alunos por escola); sem fins lucrativos, 11.463 escolas e 2,73 milhões (238); Sistema S, 870 escolas e 315 mil (362); cooperativas, 212 escolas e 68 mil (319). Total de 39.045 escolas e 8,26 milhões de matrículas.
  3. 03. Contribuição ao crescimento de 2015 a 2025: sem fins lucrativos, mais 222 mil matrículas (70,2%); Sistema S, mais 81 mil (25,7%); cooperativas, mais 7 mil (2,2%); com fins lucrativos, mais 6 mil (2,0%), apesar de serem 62,3% do alunado privado.
  4. 04. Matrículas e alunos por turma por etapa em 2025. Nas quatro etapas, a turma das escolas com fins lucrativos é menor: 10,4 contra 14,2 na educação infantil; 15,7 contra 20,0 no fundamental I; 21,0 contra 23,0 no fundamental II; 25,2 contra 27,0 no ensino médio; 15,4 contra 18,3 no total.
  5. 05. Variação de matrículas por etapa entre 2015 e 2025. Escolas com fins lucrativos: menos 107 mil na educação infantil, mais 35 mil no fundamental I, mais 103 mil no fundamental II e menos 25 mil no ensino médio. Demais categorias privadas crescem nas quatro etapas.
  6. 06. Escolas abertas e alunos por escola: com fins lucrativos abriram 1.544 unidades e mantiveram o alunado, com média caindo de 206 para 194 alunos; demais categorias privadas abriram 1.451 unidades, cresceram 11,0% e foram de 253 para 248 alunos por escola.
  7. 07. Escolas que pararam de operar entre 2015 e 2025, por porte em 2015: pequenas, 37,8% com fins lucrativos contra 22,9% das demais; médias, 13,9% contra 11,6%; grandes, 9,3% contra 2,9%.
  8. 08. Variação do alunado das escolas com fins lucrativos por idade do sócio mais novo: mais 45,4% até 40 anos, mais 22,0% entre 41 e 60 anos e menos 5,8% acima de 61 anos.
  9. 09. Escolas com fins lucrativos de grupos consolidadores: 527 unidades, 597 alunos por escola e alta de 21,4% no alunado; escolas independentes: 25.973 unidades, 186 alunos por escola e queda de 1,0%.
  10. 10. Três leituras nacionais: o crescimento é pequeno e não chegou às escolas com fins lucrativos; o que separa os modelos é a operação, não o mercado; escala e renovação do comando andam juntas. Planejamento antecipado preserva alternativas.
  11. 11. Notas e fontes: educação básica privada no Brasil, ensino regular, 2015 a 2025, com 39.045 escolas ativas e 8.264.128 matrículas em 2025. Fontes: Censo Escolar/Inep e Receita Federal; indicadores calculados são elaboração JK Capital. Não constitui recomendação de investimento.

Conteúdo informativo; não constitui recomendação de investimento.

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